2º dia da SECOM aborda questão cultural da Marca RJ

Mesa do 2º dia aborda registros culturais do Rio de Janeiro. Foto: Ingrid Tércia

Mesa do 2º dia aborda registros culturais do Rio de Janeiro. Foto: Ingrid Tércia

A Semana de Comunicação na Universidade Veiga de Almeida inicia o segundo dia, trazendo uma discussão sobre o resgate cultural do Rio de Janeiro. Mediada pelo professor Guilherme Carvalhido, a palestra da manhã lotou mais uma vez o auditório, com o tema “Marca RJ: Registros na Cultura”.

Devido aos grandes eventos, a cidade passa por uma série de transformações que afetam profundamente a identidade carioca no cenário internacional. Este foi o ponto principal abordado pela mesa formada por quatro profissionais engajados na cultura do Rio de Janeiro.

Primeira a palestrar nesta manhã, a coordenadora executiva do “Rio Como Vamos”, Thereza Lobo, enumerou as áreas de atuação do projeto: a informação, o acompanhamento de políticas públicas, a comunicação e a cultura cidadã.

A pós-graduada em Sociologia na América Latina conscientizou sobre o conceito de cidadania que ultimamente foi banalizada. De acordo com a palestrante, essa palavra está atrelada aos deveres de cada um.

Outro ponto bastante abordado pela socióloga foi a desigualdade social no Rio de Janeiro. Por meio de gráficos e tabelas, ela demonstrou os contrastes da cidade. Exemplo disso, a Cidade de Deus se isola numa região que cresce demograficamente a cada dia, como Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca.

Ainda com número e dados em sua apresentação, ela citou a percepção dos cariocas quanto aos grandes eventos sediados pela cidade. Segundo o Rio Como Vamos, 78% das pessoas acreditam que a Copa do Mundo e as Olímpiadas trarão benefícios ao Rio de Janeiro. Em aspectos fragmentados, os moradores também se mostram muito otimistas em relação a melhorias no transporte e na oportunidade de novos empregos.

Para mostrar o projeto para a população carioca, o Rio Como Vamos publica, mensalmente, uma página no Jornal O Globo. Além disso, produz releases semanais para divulgação nos meios de comunicação. Outra forma de propagação da pesquisa é a mídia digital nos ônibus do Rio de Janeiro: Onbus.

Outros olhares da questão cultural

O segundo palestrante foi Alan Correia, Gerente de Comunicação do Museu de Arte do Rio (MAR) e Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa.

A importância do MAR no projeto de revitalização da região portuária, assim como a imponência da sua arquitetura, que já pode ser considerada um monumento ícone do Rio, foram abordados em um “tour virtual” feito com uma apresentação de slides.

As políticas de ensino e convênios com escolas da rede pública de ensino foram abordadas, assim como a importância das artes para a comunicação da cidade. Alan definiu o MAR como um sucesso já que, em pouco mais de três meses de inauguração, mais de 150 mil visitantes de todos os perfis e classes sociais já o visitaram.

O palestrante seguinte foi Pedro Levier, diretor de criação da Conspira Concept. Coordenador do projeto #RioEUTeAmo, ele exibiu dois vídeos feitos em comunidades cariocas para a campanha e falou sobre a importância da valorização da cultura local.

Para o publicitário, não existe local no mundo com imagem mais fácil de ser trabalhada, já que a cada esquina pode-se encontrar pessoas dispostas a declarar o seu amor pela cidade. Para exemplificar este quadro, Pedro apresentou mais três vídeos que mostram outro olhar da cultura carioca.

Professor de dança Jaime Arôxa, à direita, é o ultimo palestrante desta manhã. Foto: Daiene Beatriz

Professor de dança Jaime Arôxa, à direita, é o ultimo palestrante desta manhã. Foto: Daiene Beatriz

Jaime Arôxa e identidade carioca

Último palestrante da manhã, o professor de dança e empresário Jaime Arôxa começou seu discurso com um resumo histórico cultural do Rio de Janeiro e suas consequências para os dias atuais.

Conhecido internacionalmente por sua escola de dança, o coreógrafo exaltou o jeito de viver da população do Rio de Janeiro. Há mais de 30 anos na cidade, Jaime Arôxa se considera um carioca de alma pelo seu comportamento extrovertido e seu orgulho de morar no Rio.

Após viajar diversos países, ele acredita que a cultura da cidade é uma das mais ricas em todo mundo. Porém, alguns fatos negativos, como a violência, atrapalham na visão dos turistas. Além disso, para o professor de dança, a identidade do Rio de Janeiro deve ser mais explorada pelos próprios cariocas.

Por Assessoria de Imprensa – 9ª SECOM

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