Desafio do jornalismo carioca na promoção da Marca RJ

Apesar do lado positivo, o profissional de comunicação tem o dever de fiscalizar, afirmam palestrantes

Jornalismo é tema da palestra noturna do segundo dia de SECOM. Foto: Rodrigo Martins

Jornalismo é tema da palestra noturna do segundo dia de SECOM. Foto: Rodrigo Martins

O novo velho Rio pode ser comparado a metáfora do copo meio cheio ou meio vazio. Foi assim, que a palestra “Marca RJ: Registro na mídia do jornalismo”, quarta mesa da Semana de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida (UVA), iniciou os debates em tom de provocação. As belezas naturais e a simpatia do carioca, virtudes amplificadas pela Marca, divide espaço com as mazelas sociais ainda presentes. E é aí, segundo os palestrantes, que o jornalismo aparece.

No início da mesa-rendonda, o mediador Tony Queiroga, professor da UVA, relatou as mudanças pelas quais o Rio vem passando. Para ele, somos testemunhas de um momento de transfomação incomparável. A metáfora citada pelo docente retrata as dificuldades da população e o lado positivo da cidade.

Para Silvia Ribeiro, editora-executiva do portal R7 Rio, o papel do jornalista não é reproduzir e sim, de elaborar um novo discurso, fiscalizando as ações do poder público e elaborando um olhar crítico da sociedade. A Marca RJ é uma construção, assim como o jornalismo, baseada em sete pontos (alegria, estilo, beleza, inovação, energia, paixão e paz). Porém, apesar desta construção ainda existem problemas. “Viver no Rio de hoje é melhor do que o de dez anos atrás. Esse discurso é fundamentado em dados estatísticos, mas isso não significa que não existam mais problemas. A pacificação ainda não trouxe saneamento, educação, saúde pública. E o jornalismo deve cobrar isso”, declara.

Retratando a realidade através de seu olhar fotográfico, Gabriel de Paiva, repórter do jornal O Globo, apresentou vídeos com fotos que mostram os dois lados da cidade. Sem deixar de citar as transformações pelas quais o impresso tem passado, ele enfatiza que a “função do jornalista é levantar o tapete e mostrar os fatos, contestar e criticar”.

Com o mesmo pensamento, Evelyn Moraes, repórter da rádio Globo, cita que o jornalista tem obrigação de ajudar de alguma forma. “Temos o poder de conseguir fazer com que as autoridades “enxerguem” aquilo que eles já veem”, sinaliza. Além disso, ela enfatiza que, as vezes, por ser pautado pelo que vende, o jornalismo acaba defendendo interesses que visam somente a audiência, deixando de cumprir com seu dever.

Finalizando o debate, Fabio Barreto, apresentador do programa Brasil Urgente (Band), avalia que o Rio de Janeiro é uma cidade belissíma em suas paisagens, mas reconhece que ainda tem muito o que melhorar. Não obstante as mudanças, ele afirma que não devemos nos desvincular da credibilidade jornalística. “Precisamos manter nosso olhar crítico de pé. Devemos questionar”, conclui.

Alunos do 5º período, de publicidade e propaganda, falam sobre criação de rede social. Foto: Rodrigo Martins

Alunos de publicidade e propaganda falam sobre criação de rede social. Foto: Rodrigo Martins

Rede Social – Estudantes do 5º período de Publicidade e Propaganda da UVA, Vinicius Covas e Gustavo Bizu, criadores do “Tropa da Comunicação”, abriram a noite apresentando o projeto que é uma rede social que conecta alunos de comunicação. A ideia surgiu a partir da premissa de que todo “conhecimento é o poder que tem seu preço”.

Com base nisso, eles oferecem “armamentos” como cursos, palestras, entre outros, facilitando o acesso à informação. A rede social traz uma ferramenta interessante nomeada de “radar” que encontrará eventos para os estudantes.

Por Assessoria de Imprensa – 9ª SECOM

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