Secom Live Art mostra obras de grafiteiros cariocas

Tito Senna representa Pão de Açúcar na arte do grafite 3D. Foto: Chico Souza

Tito Senna representa Pão de Açúcar na arte do grafite 3D. Foto: Chico Souza

Uma expressão genuinamente urbana. Nascido na década de 1970 na quinta maior metrópole do mundo, Nova Iorque, o grafite faz parte, cada vez mais, do dia a dia do carioca. Dessa forma, não poderia estar fora da 9ª Semana de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida. Arte escolhida no primeiro ano da SECOM Live Art, espaço reservado para a produção ao vivo de expressão artística, o grafite trouxe nomes importantes da cena para exibir para os passantes obras de beleza impossível de não ser reparada.

Desde o primeiro dia de SECOM, quem passa pelo salão preto da UVA depois das 19h pode ver a produção de painéis embalado ao som de DJs. No dia 03 de junho, quem mostrou seu trabalho sobre o Rio de Janeiro foram os grafiteiros Felippe Miranda, Renan Yank, Romulo Marques e Matheus Lima.

No segundo dia, os grafiteiros responsáveis pela mostra foram Robson Sark e o designer formado pela Unesa, Tito Senna. Os dois retrataram em seus quadros a palavra Rio, de formas diferentes, mas igualmente impressionantes.

Tito resolveu inserir em sua obra detalhes que, certas vezes, não eram percebidos imediatamente para quem via, mas que, quando enfim achados, causavam perplexidade e o reconhecimento da plateia. O artista afirmou que a ideia de fazer a pintura com fitas mais finas e os triângulos separados aconteceu um pouco antes de chegar ao local da exposição, mas que prefere que o fluxo criativo surja na hora, com a influência das características do local e das pessoas. “Eu tentei fazer da maneira mais espontânea possível, pois acredito que a espontaneidade é uma coisa genuinamente carioca”, diz.

O grafiteiro, que é carioca natural do bairro do Catete, disse que retratar o Rio de Janeiro em suas obras é um processo natural e mais tranquilo, pois vive diariamente no ambiente que tem múltiplas belezas a serem retratadas. Para ele, isso torna a escolha do que expressar em uma tela, o processo mais difícil na produção.

Por Assessoria de Imprensa

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