SECOM UVA 2013 – Bastidores

SECOM UVA 2013 – Cobertura #3

SECOM UVA 2013 – Cobertura #2

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SECOM UVA 2013 – Cobertura #1

Mercado publicitário carioca volta a se aquecer com chegada dos mega-eventos esportivos

Última mesa da SECOM aborda registros na publicidade da Marca RJ. Foto: Chico Souza

Última mesa da SECOM aborda registros na publicidade da Marca RJ. Foto: Chico Souza

Com a iminência da Copa e das Olimpíadas, muitas marcas decidiram associar sua imagem à do Rio de Janeiro. O mercado publicitário carioca, que há alguns anos passava por um processo de esvaziamento, com saída de profissionais qualificados para São Paulo, hoje volta a se aquecer. Este foi o tema debatido na palestra de encerramento da 9º edição da Semana de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida (Secom-UVA). Para a discussão “Marca RJ – Registros na Publicidade”, foram convidados nomes importantes da área.

A moderadora, a professora Ediana Avelar, do corpo docente da UVA, iniciou a palestra agradecendo a presença dos alunos, palestrantes e convidados. Depois, passou a palavra a Luana Azevedo, do planejamento da agência WMacCann, de São Paulo. Ela apresentou o projeto que sua agência realizou para empresa Master Card: a campanha “O Rio não tem preço”. Este programa visa criar canais de comunicação e ofertas para as pessoas da cidade e visitantes. “O Rio é ícone do sucesso, ícone do Brasil. Mas, para desenvolver este projeto nós tivemos que conhecer os cariocas”, disse.

No discurso, ela contou também que a agência fez várias pesquisas de profundidade com os cidadãos da cidade para entender o perfil dos consumidores. E, para isso, entrevistou diversos personagens influentes no cenário do Rio. O grande desafio do trabalho era desenvolver um projeto específico para a  cidade, pois cada lugar possuí uma característica diferente para desenvolver uma comunicação precisa.

Em seguida, Guilherme Ginane e Pedro Lens, da agência Ogilvy Brasil, apresentaram o case da Claro que tinha como objetivo divulgar um serviço de internet. Eles discursaram sobre a dificuldade de fazer uma campanha diferente, sem ser oportunista e sem cair em um senso comum. Guilherme contou que a equipe trabalhou dias e noites para chegar ao conceito da campanha. “O cliente não fez alterações, disse que adorou. Eles não tinham pensado nisso, e nós nos mantivemos fiéis às características do Rio”.

Fernando mostra o trabalho de monitoramento de redes sociais. Foto: Chico Souza

Fernando mostra o trabalho de monitoramento de redes sociais. Foto: Chico Souza

Características essas apresentadas por Fernando Panveloski, da E.LIFE, empresa líder em monitoramento online. Ele levantou dados sobre onde os cariocas costumam dar “check-in” para identificar seus hábitos de consumo. Em primeiro lugar apareceram shoppings, seguidos de bares e restaurantes. “O Rio de Janeiro é campeão de check-in”. Segundo ele, as redes sociais dão informação inteligente para ser utilizada por publicitários e gestores de marcas.

Potencial ignorado por muitas empresas, mesmo aquelas com grande identificação com o público carioca. Para provar o que diz, Fernando mostrou dados referentes à ação das Havaianas, Mate Leão e Biscoito Globo nas redes sociais.

Por fim, Luís Mário Martins, da agência MKT Public e Barracuda Produções, situou os grandes eventos esportivos a serem sediados no Rio dentro do contexto publicitário. “No começo, havia muita expectativa em relação à Copa e às Olimpíadas. Várias marcas queriam se associar à cidade. Agora, podemos comparar o que se pensava à época e o nosso cenário atual”.

De um lado, há pessoas despreparadas para trabalhar no relacionamento com os turistas estrangeiros, falta de estrutura hoteleira e preços abusivos. Do outro, as oportunidades de melhorias em infra-estrutura e investimentos em capacitação de profissionais ligados ao atendimento ao público. Neste contexto, as marcas devem ficar atentas ao que querem deixar de legado. Essa é uma mensagem que vai funcionar.

Um exemplo é o das bicicletas do Itaú, que gerou muita mídia espontânea, associou a empresa ao serviço e ganhou o gosto dos cariocas. “É uma forma de criar uma imagem positiva do Rio e fomentar o boca a boca lá fora”.

Por Assessoria de Imprensa – 9ª SECOM

Secom Live Art mostra obras de grafiteiros cariocas

Tito Senna representa Pão de Açúcar na arte do grafite 3D. Foto: Chico Souza

Tito Senna representa Pão de Açúcar na arte do grafite 3D. Foto: Chico Souza

Uma expressão genuinamente urbana. Nascido na década de 1970 na quinta maior metrópole do mundo, Nova Iorque, o grafite faz parte, cada vez mais, do dia a dia do carioca. Dessa forma, não poderia estar fora da 9ª Semana de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida. Arte escolhida no primeiro ano da SECOM Live Art, espaço reservado para a produção ao vivo de expressão artística, o grafite trouxe nomes importantes da cena para exibir para os passantes obras de beleza impossível de não ser reparada.

Desde o primeiro dia de SECOM, quem passa pelo salão preto da UVA depois das 19h pode ver a produção de painéis embalado ao som de DJs. No dia 03 de junho, quem mostrou seu trabalho sobre o Rio de Janeiro foram os grafiteiros Felippe Miranda, Renan Yank, Romulo Marques e Matheus Lima.

No segundo dia, os grafiteiros responsáveis pela mostra foram Robson Sark e o designer formado pela Unesa, Tito Senna. Os dois retrataram em seus quadros a palavra Rio, de formas diferentes, mas igualmente impressionantes.

Tito resolveu inserir em sua obra detalhes que, certas vezes, não eram percebidos imediatamente para quem via, mas que, quando enfim achados, causavam perplexidade e o reconhecimento da plateia. O artista afirmou que a ideia de fazer a pintura com fitas mais finas e os triângulos separados aconteceu um pouco antes de chegar ao local da exposição, mas que prefere que o fluxo criativo surja na hora, com a influência das características do local e das pessoas. “Eu tentei fazer da maneira mais espontânea possível, pois acredito que a espontaneidade é uma coisa genuinamente carioca”, diz.

O grafiteiro, que é carioca natural do bairro do Catete, disse que retratar o Rio de Janeiro em suas obras é um processo natural e mais tranquilo, pois vive diariamente no ambiente que tem múltiplas belezas a serem retratadas. Para ele, isso torna a escolha do que expressar em uma tela, o processo mais difícil na produção.

Por Assessoria de Imprensa

Último dia da SECOM debate marcas atreladas ao Rio

Por meio de cases, palestrantes abordaram a comunicação no consumo carioca

Mesa sobre registros no consumo encerra palestra do turno da manhã. Foto: Chico Souza

Mesa sobre registros no consumo encerra palestras do turno da manhã. Foto: Chico Souza

No terceiro dia da Semana de Comunicação, a palestra da manhã teve como temática “As marcas que são a cara do Rio: Registros no consumo”. A mesa, mediada pelo professor da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Marcio Ferreira, teve o intuito de fomentar o debate sobre as ações de marketing por empresas que buscam conquistar o consumidor carioca, atrelando a identidade das marcas com a cidade do Rio de Janeiro.

Iniciando o debate, o professor Marcio Ferreira citou alguns cases para introduzir o tema. Com o Rock in Rio sendo o principal exemplo, ele enumerou diversos casos de sucesso que atrelam a marca do Rio de Janeiro com produtos tradicionais na cidade, como a bebida Mate-Leão e o biscoito Globo.

Primeira palestrante da mesa a discursar, Norma da Matta, consultora de mídias sociais, fez um breve resumo sobre o conceito de rede social e as formas dela produzir conteúdo. Além disso, ela comentou sobre o público que mais utiliza as mídias sociais: o feminino. Após este discurso, diversos dados foram apresentados aos alunos por meio de gráficos e tabelas. Segundo o slide apresentado por Norma, mais de 50% dos celulares são smartphones.

A consultora também frisou que esse meio de comunicação está relacionado à emoção das pessoas. “Rede social não é tecnolocia, é relacionamento”, diz Norma. Para ser um profissional nessa área, o estudante deve saber um pouco de psicologia, pois o público da internet está em constante interação com pessoas e sentimentos.

Para exemplificar a marca do Rio em produtos e serviços, Norma da Matta trouxe diversos cases para a palestra. Primeiramente, a loja Farm foi citada como um exemplo de harmonia no espaço físico e no meio virtual. O canal de vídeos Porta dos Fundos também foi lembrado devido à parceira realizada com a rede de alimentos Spolleto.

Isabel Aquino trouxe o Rio Sul como marca atrelada à cidade. Foto: Daiene Beatriz

Isabel Aquino trouxe o Rio Sul como marca atrelada à cidade. Foto: Daiene Beatriz

Em continuação do tema proposto pela SECOM, a gerente de planejamento da Heads Propaganda, Isabel Aquino, destacou a autoestima vivida pela cidade nesses últimos anos. Com o Rio Sul sendo o principal cliente, a palestrante citou o shopping como um centro geográgico dos principais ícones do Rio de Janeiro.

Reconhecido por ser um marco na cidade, o Rio Sul apresenta a logo atrelada a esse rótulo: O Shopping Carioca. Para reforçar essa ideia, a empresa produziu um vídeo, exibido na palestra, que exaltava o carioca e as belezas naturais do Rio de Janeiro. Em uma pesquisa realizada pela Heads Propaganda, o local foi resumido pelos consumidores como “A cara do Rio”.

Encerrando a última palestra da manhã, a publicitária Fernanda Motta trouxe o exemplo da loja de moda feminina Farm, em que atua como Coordenadora de Marketing. A marca foi responsável por diversas ações de relaciomento associado ao Rio de Janeiro. Além disso, a palestrante reforçou a interação do real com o virtual promovida pelas mídias sociais.

Um dos cases de sucesso da marca foi a Casa de Verão da Farm. No local foi oferecido gratuitamente conteúdo e lazer para os visitantes. Escolinha de Surf, workshop de lomografia, oficina com DJ e cinema musical foram alguns dos serviços usufruídos pelos participantes. Além de cursos com diversos enfoques, como processos criativos, branding, produção de conteúdo, design thinking, entre outros.

Por Assessoria de Imprensa – 9ª SECOM

Desafio do jornalismo carioca na promoção da Marca RJ

Apesar do lado positivo, o profissional de comunicação tem o dever de fiscalizar, afirmam palestrantes

Jornalismo é tema da palestra noturna do segundo dia de SECOM. Foto: Rodrigo Martins

Jornalismo é tema da palestra noturna do segundo dia de SECOM. Foto: Rodrigo Martins

O novo velho Rio pode ser comparado a metáfora do copo meio cheio ou meio vazio. Foi assim, que a palestra “Marca RJ: Registro na mídia do jornalismo”, quarta mesa da Semana de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida (UVA), iniciou os debates em tom de provocação. As belezas naturais e a simpatia do carioca, virtudes amplificadas pela Marca, divide espaço com as mazelas sociais ainda presentes. E é aí, segundo os palestrantes, que o jornalismo aparece.

No início da mesa-rendonda, o mediador Tony Queiroga, professor da UVA, relatou as mudanças pelas quais o Rio vem passando. Para ele, somos testemunhas de um momento de transfomação incomparável. A metáfora citada pelo docente retrata as dificuldades da população e o lado positivo da cidade.

Para Silvia Ribeiro, editora-executiva do portal R7 Rio, o papel do jornalista não é reproduzir e sim, de elaborar um novo discurso, fiscalizando as ações do poder público e elaborando um olhar crítico da sociedade. A Marca RJ é uma construção, assim como o jornalismo, baseada em sete pontos (alegria, estilo, beleza, inovação, energia, paixão e paz). Porém, apesar desta construção ainda existem problemas. “Viver no Rio de hoje é melhor do que o de dez anos atrás. Esse discurso é fundamentado em dados estatísticos, mas isso não significa que não existam mais problemas. A pacificação ainda não trouxe saneamento, educação, saúde pública. E o jornalismo deve cobrar isso”, declara.

Retratando a realidade através de seu olhar fotográfico, Gabriel de Paiva, repórter do jornal O Globo, apresentou vídeos com fotos que mostram os dois lados da cidade. Sem deixar de citar as transformações pelas quais o impresso tem passado, ele enfatiza que a “função do jornalista é levantar o tapete e mostrar os fatos, contestar e criticar”.

Com o mesmo pensamento, Evelyn Moraes, repórter da rádio Globo, cita que o jornalista tem obrigação de ajudar de alguma forma. “Temos o poder de conseguir fazer com que as autoridades “enxerguem” aquilo que eles já veem”, sinaliza. Além disso, ela enfatiza que, as vezes, por ser pautado pelo que vende, o jornalismo acaba defendendo interesses que visam somente a audiência, deixando de cumprir com seu dever.

Finalizando o debate, Fabio Barreto, apresentador do programa Brasil Urgente (Band), avalia que o Rio de Janeiro é uma cidade belissíma em suas paisagens, mas reconhece que ainda tem muito o que melhorar. Não obstante as mudanças, ele afirma que não devemos nos desvincular da credibilidade jornalística. “Precisamos manter nosso olhar crítico de pé. Devemos questionar”, conclui.

Alunos do 5º período, de publicidade e propaganda, falam sobre criação de rede social. Foto: Rodrigo Martins

Alunos de publicidade e propaganda falam sobre criação de rede social. Foto: Rodrigo Martins

Rede Social – Estudantes do 5º período de Publicidade e Propaganda da UVA, Vinicius Covas e Gustavo Bizu, criadores do “Tropa da Comunicação”, abriram a noite apresentando o projeto que é uma rede social que conecta alunos de comunicação. A ideia surgiu a partir da premissa de que todo “conhecimento é o poder que tem seu preço”.

Com base nisso, eles oferecem “armamentos” como cursos, palestras, entre outros, facilitando o acesso à informação. A rede social traz uma ferramenta interessante nomeada de “radar” que encontrará eventos para os estudantes.

Por Assessoria de Imprensa – 9ª SECOM

2º dia da SECOM aborda questão cultural da Marca RJ

Mesa do 2º dia aborda registros culturais do Rio de Janeiro. Foto: Ingrid Tércia

Mesa do 2º dia aborda registros culturais do Rio de Janeiro. Foto: Ingrid Tércia

A Semana de Comunicação na Universidade Veiga de Almeida inicia o segundo dia, trazendo uma discussão sobre o resgate cultural do Rio de Janeiro. Mediada pelo professor Guilherme Carvalhido, a palestra da manhã lotou mais uma vez o auditório, com o tema “Marca RJ: Registros na Cultura”.

Devido aos grandes eventos, a cidade passa por uma série de transformações que afetam profundamente a identidade carioca no cenário internacional. Este foi o ponto principal abordado pela mesa formada por quatro profissionais engajados na cultura do Rio de Janeiro.

Primeira a palestrar nesta manhã, a coordenadora executiva do “Rio Como Vamos”, Thereza Lobo, enumerou as áreas de atuação do projeto: a informação, o acompanhamento de políticas públicas, a comunicação e a cultura cidadã.

A pós-graduada em Sociologia na América Latina conscientizou sobre o conceito de cidadania que ultimamente foi banalizada. De acordo com a palestrante, essa palavra está atrelada aos deveres de cada um.

Outro ponto bastante abordado pela socióloga foi a desigualdade social no Rio de Janeiro. Por meio de gráficos e tabelas, ela demonstrou os contrastes da cidade. Exemplo disso, a Cidade de Deus se isola numa região que cresce demograficamente a cada dia, como Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca.

Ainda com número e dados em sua apresentação, ela citou a percepção dos cariocas quanto aos grandes eventos sediados pela cidade. Segundo o Rio Como Vamos, 78% das pessoas acreditam que a Copa do Mundo e as Olímpiadas trarão benefícios ao Rio de Janeiro. Em aspectos fragmentados, os moradores também se mostram muito otimistas em relação a melhorias no transporte e na oportunidade de novos empregos.

Para mostrar o projeto para a população carioca, o Rio Como Vamos publica, mensalmente, uma página no Jornal O Globo. Além disso, produz releases semanais para divulgação nos meios de comunicação. Outra forma de propagação da pesquisa é a mídia digital nos ônibus do Rio de Janeiro: Onbus.

Outros olhares da questão cultural

O segundo palestrante foi Alan Correia, Gerente de Comunicação do Museu de Arte do Rio (MAR) e Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa.

A importância do MAR no projeto de revitalização da região portuária, assim como a imponência da sua arquitetura, que já pode ser considerada um monumento ícone do Rio, foram abordados em um “tour virtual” feito com uma apresentação de slides.

As políticas de ensino e convênios com escolas da rede pública de ensino foram abordadas, assim como a importância das artes para a comunicação da cidade. Alan definiu o MAR como um sucesso já que, em pouco mais de três meses de inauguração, mais de 150 mil visitantes de todos os perfis e classes sociais já o visitaram.

O palestrante seguinte foi Pedro Levier, diretor de criação da Conspira Concept. Coordenador do projeto #RioEUTeAmo, ele exibiu dois vídeos feitos em comunidades cariocas para a campanha e falou sobre a importância da valorização da cultura local.

Para o publicitário, não existe local no mundo com imagem mais fácil de ser trabalhada, já que a cada esquina pode-se encontrar pessoas dispostas a declarar o seu amor pela cidade. Para exemplificar este quadro, Pedro apresentou mais três vídeos que mostram outro olhar da cultura carioca.

Professor de dança Jaime Arôxa, à direita, é o ultimo palestrante desta manhã. Foto: Daiene Beatriz

Professor de dança Jaime Arôxa, à direita, é o ultimo palestrante desta manhã. Foto: Daiene Beatriz

Jaime Arôxa e identidade carioca

Último palestrante da manhã, o professor de dança e empresário Jaime Arôxa começou seu discurso com um resumo histórico cultural do Rio de Janeiro e suas consequências para os dias atuais.

Conhecido internacionalmente por sua escola de dança, o coreógrafo exaltou o jeito de viver da população do Rio de Janeiro. Há mais de 30 anos na cidade, Jaime Arôxa se considera um carioca de alma pelo seu comportamento extrovertido e seu orgulho de morar no Rio.

Após viajar diversos países, ele acredita que a cultura da cidade é uma das mais ricas em todo mundo. Porém, alguns fatos negativos, como a violência, atrapalham na visão dos turistas. Além disso, para o professor de dança, a identidade do Rio de Janeiro deve ser mais explorada pelos próprios cariocas.

Por Assessoria de Imprensa – 9ª SECOM

Rio de Janeiro passa por processo de branding, explicam palestrantes

Segundo o professor e psicólogo Marcelo Henrique da Costa, esse desenvolvimento de marca não deve contemplar apenas a Zona Sul, mas “os outros Rios” dentro da cidade

Auditório lotado na abertura das palestras nortunas da SECOM. Foto: Rodrigo Martins

Auditório lotado na abertura das palestras nortunas da SECOM. Foto: Rodrigo Martins

Com a iminência dos grandes eventos esportivos, o Rio de Janeiro passa por um processo de branding, de reinvenção da sua própria imagem. Essa é a opinião dos palestrantes da primeira mesa de discussões no período da noite da Semana de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida (UVA), com temática “O Rio de Janeiro como marca”. A embaixadora da Marca RJ, Antônia Leite Barbosa, contou que a campanha começou como forma de fazer os cariocas se sentirem “parte do Rio de Janeiro”.

A mesma proposta de reposicionamento atrelado a cidades já foi usado em Nova Iorque (I love New York) e Amsterdã (I AMsterdan), ambas com resultados positivos. Aqui, muitas empresas já incorporam o “Rio de Janeiro” à sua própria imagem. A Farm, por exemplo, lançou bolsas na época do Natal com estampas tipicamente cariocas. A Livraria da Travessa também lançou mochilas e lápis com o mesmo tema. O movimento não parou por aí: já existem chocolates, joias e almofadas seguindo a ideia.

“Essa campanha está começando, e não tem mais dono. Todo mundo aqui tem muito orgulho de viver e pertencer a esse estado”, concluiu Antônia. Depois, a palavra foi passada para o professor do departamento de Psicologia da Veiga de Almeida, Marcelo da Costa. Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura, ele conta que a experiência o ajudou a ter outra visão do Rio, um pouco mais crítica.

“Infelizmente temos muitas mazelas. Ano passado dei uma aula de 15 horas, porque choveu e ninguém conseguiu sair da universidade”. Ele ainda levantou que não adianta negar as quase mil favelas, a cidade partida de Zuenir Ventura – tantas dentro de uma só. Isso vem mudando, segundo ele, com a pacificação das comunidades, mas o processo não reverte a divisão histórica e social.

“O (Morro do) Alemão passou meses na novela. A Avenida Brasil também. Agora não é só o Leblon na televisão, mas, além disso, precisamos pensar em políticas públicas para garantir os direitos dessa parcela da população. O Rio de Janeiro é também suas favelas”. Marcelo usa o próprio exemplo: ele não conhecia a cidade onde morava, com todas as suas contradições, até se aventurar no teleférico do Morro do Alemão ou no Santa Marta.

Essa valorização das comunidades, explica, também traz uma nova visão de Rio de Janeiro. Conta que, há alguns anos, havia comentários pejorativos sobre o Rio se transformar “numa praia cercada de favelas”. A maior conquista das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), para o palestrante, é que elas acabaram com a ideia de que existem espaços públicos onde o governo não pode entrar.

Para a mediadora Vânia Fortuna, tudo isso perpassa pelo discurso midiático, que não é fixo. Dá o exemplo dos jogos Panamericanos, em 2007. “Antes do evento, as notícias revelavam um Rio caótico. Faltando um mês para a abertura, a cidade era vendida como ‘dos sonhos’. A marca RJ passa pelas complexidades criadas pela própria mídia”. Depois do Pan, encerrado em 29 de julho, ela diz que a manchete d’O Globo falava sobre a volta dos militares ao Morro do Alemão.

Marcelo da Costa completa: “O Rio de Janeiro precisa ser bonito, civilizado, não porque queremos agradar quem vem de fora, vai passar quatro ou cinco dias e sair encantado, deixando dólares ou euros. O Rio precisa ser bom para os turistas porque antes é bom para nós”. Citou um exemplo a não ser copiado, o de Puerto Madeira na Argentina, considerado por alguns como “um lugar para turistas, não Buenos Aires”.

“Espero que não aconteça o mesmo com o Porto Maravilha, que ele seja um ambiente de interação entre os cariocas. A cidade, a rua, é um lugar democrático”. O professor avalia que a recuperação dos espaços públicos está sendo bem sucedida. Cita o exemplo da Lapa, revitalizada sem perder sua “alma boêmia”.

Entende que esse processo de ressignificação da cidade passa não só pelas políticas públicas, mas pela ação dos cariocas nas áreas da cidade. “O Rio é poder público, mas também nossa atitude cotidiana”.

Por Assessoria de Imprensa – 9ª SECOM

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